Das traquitanas que habitam as nossas vidas

[Sim, eu vou começar a minha primeira coluna com um parênteses — e dos longos. Tenham paciência ou pulem para o tema, vocês escolhem] Há muito tempo atrás, em uma galáxia distante, comecei a habitar a internet. Depois, os blogs. E ser convidada para escrever uma coluna no Gemind foi, sem dúvida, uma surpresa e uma graça. Primeiro porque sou uma nerd que usa (muito, confesso) opinião de amigos queridos que entendem mais de equipamento que eu. Segundo, porque o universo da tecnologia, no Brasil e no mundo, tem sido dominado pelos homens com poucas vozes femininas.

Sim, há as Garotas Nerds, as Garotas CPBr e mais muitos núcleos femininos. E eu continuo me consultando com… homens. Meus amigos, meus queridos, gente que fica horas comigo ponderando escolhas e decisões. E é nestas conversas que acabo escolhendo meus gadgets e aplicativos. Sem contar que aprendo montanhas de coisas novas. [Pronto, acabou o parênteses]

E não é que este mês o meu velho, amado e bom netbook (um eeePC que já comprei usado) começou a dar sinais (mais conhecidos como tela azul) de que chegou ao fim da linha? Eu sabia que nem o tablet ou o espertofone dariam conta da minha mobilidade, que exige muita internet, processador de texto e alguma capacidade de armazenamento e tratamento de imagens.

Em busca de um substituto, conversei muito com os companheiros aqui do Gemind antes da gravação de um dos nossos podcasts. E, claro, eles me convenceram: pelo preço de um netbook decente, é bem possível comprar um bom notebook.

Decisão tomada, hora de escolher qual o melhor para mim. Primeiro: tamanho. Nada maior de 13″, em nome das minhas costas e de poder carregar equipamento na bolsa. Segundo: que seja bacana. Uns 4 GB de memória; HD de uns 500 GB; USB 3.0 é bem-vindo. Terceiro: precisa aguentar o tranco – ou seja, suportar andar pelo mundo – e ser leve.

A primeira sugestão dos Gemind-men foi o MacBook Air. Muito fora do meu orçamento (queria gastar uns R$ 2 mil), embora seja atraente. Além disso, eu vivo xingando o iOS por detalhes estúpidos e não estou com a menor vontade de aderir à febre Apple.

Foto de divulgação do MacBook Air.

Não parece, mas existem dois MacBook Air nesta foto.

Confesso que ainda fui namorar um tanto com os nanicos da ASUS… Eles são máquinas muito bacanas para o que eu faço em modo móvel: escrever e navegar. Mas a realidade já estava à porta. Então deixei os netbooks de lado e fui olhar os outros… ao vivo e a cores.

Eu que sou fã de e-commerce e só não faço supermercado online porque o sistema disponível por aqui é ruim de doer, resolvi ir a uma loja física olhar o que estava exposto. Sim, namorei o Mac. E corri diante do preço.

Nas outras bancadas, com muitas marcas, todos os computadores eram gigantes — 15″ ou 17″ aos baldes. Máquinas relativamente boas, até você começar a olhar a configuração: 1 ou 2 GB de memória, HDs relativamente pequenos, USB 2.0 (é um tanto mais lento)… Já que ia comprar um notebook “de verdade”, então era pra ser de verdade. Eu acabo de encomendar mais 4 GB de memória para dar um upgrade temporário no meu desktop linha cinza aqui em casa…

Sim, porque quando você passa o dia todo ao computador faz uma enorme diferença o sistema rodar com folga. Pra isso, eu sei que você tem que garantir memória RAM (os tais 2 GB são o mínimo para um Windows 7), se puder ter um SSD a vida fica linda, mas essas maravilhas ainda estão caras e não disponíveis.

De volta à realidade, olhei as marcas em que confio e dei uma fuçada. E, conversando com o meu único amigo que tem um SSD – enquanto ele me contava como tudo acontece instantaneamente com o bichinho – eu fui procurando por notebooks de 13″.

A armadilha mais comum que encontrei é mesmo a configuração. Você encontra um notebook com um preço bacana – digamos R$ 900. Quando vai ver, a máquina tem 1 GB de memória, vem com o Windows 7 mais básico e ainda por cima, tem processador fraquíssimo. Sem contar que você nunca ouviu falar do fabricante. Taí um produto que não vale.

Foto do Dell Vostro V131 vermelho.

Dell Vostro V131.

No fim das contas, eu me encantei mesmo pela configuração do Dell Vostro V131, com as exatas 13″ que eu queria. Segundo o amigo que testemunhou a compra por telefone, o desktop onde tanto gosto de trabalhar será aposentado… Será? Quem viver verá.

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14 comentários sobre “Das traquitanas que habitam as nossas vidas
  1. Ao começar a ler este texto eu já pensava na Dell. Já estava pensando em comentar e recomendar esse modelo :P

    Já tive um notebook da Dell, um Vostro 1310, modelo de uns 3 anos já. Durou 2 anos e meio na minha mão, ai passei adiante para pegar algo mais atual. Por mais que esse meu note atual seja bom, ainda estou namorando a nova série Vostro, com carcaça de alumínio.

    Sinto um pingo de inveja (da inveja boa) ;)

    • Lucia Freitas disse:

      Confesso que também foi a primeira em que pensei, mas resolvi fugir à tentação e pesquisar… só pra cair na Dell de volta. Sistema de venda online que funciona é isso: funciona. Pena que eles demoram tanto pra entregar. É o único defeito do lance.
      Em tempo: no dia seguinte o V131 já não estava mais disponível…

  2. Acho que foi um ótimo negócio pela relação custo/benefício. Em questão de desempenho, para uso normal, qualquer coisa que não seja um netbook substitui facilmente um desktop.

    Em relação ao MacBook Air, acho que é uma boa compra mesmo que você pretenda instalar o Windows ou Linux nele. Pela relação preço/qualidade é difícil achar algo melhor, já pela relação custo/benefício depende do que você valoriza em um notebook. Essa opinião é com base no MacBook Pro que tenho, mas acho que o mesmo vale para o Air.

    Só é importante lembrar que a bateria não durará o mesmo tempo com outro sistema que não o OS X.

    • Lucia Freitas disse:

      Ai, Gabriel, na boa? Se eu comprasse um Mac não ia usar outro OS, não… ;)
      Acho que, se é pra usar, então cai de boca e usa tudo. Só que a Apple realmente não me convence.

      • Usar Windows como sistema primário/único no MacBook Air tem uma série de pequenos inconvenientes, como relatou o Thurrott aqui.

        É uma pena: se eu pudesse escolher qualquer notebook para rodar Windows, pelas especificações o MacBook Air ganharia fácil de qualquer outro…

        []‘s!

        • Lucia Freitas disse:

          mas dá pra usar em dual boot, né, Ghedin?

        • OS X não tem nenhuma chance com você? :D

          Comprei o MacBook por curiosidade, para conhecer a legendária usabilidade da Apple. Acho que essa facilidade toda é mais gritante para usuários leigos, a única coisa inigualável são as soluções de interface baseada em touchpad que melhoram bastante no dia-a-dia.

          De resto, acho o Windows bem “usável” no MacBook e tem até vantagens sobre os outros fabricantes porque não vem cheio de crapware, somente os drivers e o programa de configuração. Nunca tive outro notebook top de linha para saber se a experiência é muito diferente.

          • Eu até toparia testar o OS X em ambiente de produtividade, de verdade! O problema é gastar R$ 3 mil num “teste” :-P

            E aqui, seja notebook ou desktop frankenstein, eu sempre formato a máquina e instalo o Windows limpo. Muda completamente a experiência.

            []‘s!

  3. thaisrezendeb disse:

    Eu já estava namorando há algum tempo o Vostro V130, basicamente pelos mesmos motivos descritos no post. Mas percebi que ele havia sumido do site da Dell e, portanto, saído de linha (informação que não confirmei). Ótima notícia saber que há outro modelo já à venda.

    Não tive tempo de procurar, mas me parece que esse modelo é um pouco mais grosso que o seu antecessor, mas continua belo, principalmente na cor vermelha (sim, sou mulherzinha, gosto das frescuras).

    Vou colocar na minha lista de desejos e esperar caber no orçamento. Quero trocar meu STi 12 polegadas também no fim da vida por essa fofura.. :)

  4. fabineves disse:

    Quanto ao aposentar o desktop não sei. Acho que você só se acostuma a trabalhar só com o notebook se, em casa usar um monitor e teclado externos, pois ficar só usando o notebook não tem pescoço que aguente. Mas fica a dica, se você aposentar o desktop, aproveita o monitor e o teclado. =)