Todas as frenéticas mudanças vistas no Facebook nesses últimos dias foram uma preparação para o que estava por vir, para o que foi apresentado há pouco na f8, conferência anual para desenvolvedores da rede social. Além da Timeline, o novo perfil/biografia, o Facebook expandiu o Open Graph, as conexões que a plataforma permite entre objetos que populam a rede.
Quando surgiu, o Open Graph acrescentou às conexões entre pessoas a ligação por gostos comuns. Assim, se você curtia algo que um amigo também curte, isso era usado nos bastidores para aproximá-los ou segmentar algum conteúdo. Curtíamos algum substantivo. A expansão do Open Graph anunciada hoje eleva esse nível de conexão.
Agora, o verbo entrou na brincadeira. Você não vai mais apenas “curtir” coisas, você vai “ler”, “ouvir”, “assistir”, “jogar”… enfim, o verbo da sentença foi flexibilizado. Isso é bem óbvio: diferentes ações têm diferentes significados. Embora parecesse impossível, o Facebook conseguiu converter essa pluralidade de possibilidades para o âmbito virtual.
Durante a apresentação das novas classes de aplicativos (mídia e estilo de vida, que se somam às de comunicação e jogos), Mark Zuckerberg listou as três características-base dos novos poderes do Open Graph:
- “Frictionless” (não desgastantes);
- Serendipidade: a habilidade de descobrir coisas aparentemente ao acaso; e
- Tempo real.
Na prática, isso significa que o compartilhamento do que você faz será automático e menos intrusivo. Parece estranho? Parece, mas tem uma explicação lógica.
As novas janelas de permissão de aplicativos dirão, explicitamente, o que publicarão. A partir disso, as conquistas, marcas e outros pontos que antes podiam ser publicados através de um popup chato que surgia na tela irão direto para o Ticker, aquele quadradinho no canto superior direito da tela (que ensinamos a esconder), e para a Timeline, em muitos casos condensados em resumos mensais. Com isso o feed de notícias ficará menos poluído. Ele até continuará mostrando essas ações, mas de maneira agregada através da descoberta automática de padrões — cinco amigos estão assistindo um filme com ator tal, três amigos estão ouvindo músicas de determinada banda.
Graças às novas APIs, essa nova torrente de ações servirá para descobrirmos conteúdo novo. Com as parcerias que o Facebook fechou com serviços de música, vídeo e notícias, com um clique poderemos compartilhar, em tempo real, o que nossos amigos estão fazendo. O fulano está ouvindo uma música legal? Clique e comece a ouvir também. O mesmo vale para filmes e notícias, tudo dentro do próprio Facebook numa espécie de camada sobreposta ao site.
No palco estiveram, também, Daniel Ek, CEO do Spotify, e Reed Hastings, CEO do Netflix, dois dos principais parceiros do Facebook nessa nova investida.
Desenvolvedores poderão integrar esses recursos em seus aplicativos, usuários terão mais motivos para ficar dentro do Facebook e, de quebra, aumentar o banco de dados de informações que a rede social já tem. É uma troca, como sempre foi, mas cujo “valor” aumenta mais e mais. Damos informações detalhadas em troca da comodidade e pequenas alegrias, como, a partir de agora, descobrir novas músicas, filmes e programas e tornar toda essa experiência verdadeiramente social.
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Na abertura da apresentação, rolou uma espécie de esquete com o comediante Andy Samberg. Curta aí, vale a pena


Eu achei interessante, até não é ruim não, ficou muito funcional também,
mas por outro lado, o Google+ ao lado do seu “irmão” orkut pode prevalecer principalmente no Brasil.
Porque brasileiro, em sua grande maioria,
tem preguiça de entender coisas complexas,
coisa que o google+ não é,
já do novo facebook não posso dizer o mesmo, por enquanto.
Não acredito que o G+ vai predominar no Brasil. Inclusive acho que o orkut é só uma questão de tempo pra cair mais e mais nessa popularidade. Não sei com essa novidade do Facebook, mas acredito muito que ele realmente vai ser a nova “mania” social nas terras tupiniquins.
Eu acho ótima a ideia de centralizar tudo em um lugar só na web. Apenas fico em dúvida sobre a melhor forma de visualização para isso.