No dia 22 próximo acontecerá a f8, conferência anual do Facebook. De pronto você já pode esperar algo grandioso, um anúncio do tipo “game changer” como dizem os gringos. A maior aposta do momento é num serviço de música do próprio Facebook. Isso seria, sim, um “game changer”, e a gente mostra o porquê.
Música é social
Durante o reinado do MySpace, a rede hoje decadente tinha seu ponto mais forte na música. O sistema permitia a artistas iniciantes, independentes e profissionais publicarem seus trabalhos para uma vasta audiência, e foi lá que alguns hits nasceram. Tanto era assim que os novos donos do MySpace, incluindo Justin Timberlake, querem repaginar o serviço com foco na… música.
O bom desempenho de redes sociais que envolvem música não é exclusividade do MySpace. O YouTube, por exemplo, tem canais musicais muito famosos, como o VEVO, e dentre os vídeos mais vistos no serviço diversos são clipes de cantores pop. O Spotify eleva a experiência de se consumir e descobrir músicas graças ao componente social provido pela conexão com o Facebook.
Esses exemplos mostram que música é, em sua essência, uma atividade social. Praticamente todos nós gostamos de ouvir, compartilhar e discutir música. Não coincidentemente, da mesma forma que gostamos de interagir uns com os outros em redes sociais.
Como funcionará o Facebook Música?

Facebook Música.
Ninguém sabe — e nem é de se surpreender todo esse mistério. Todos os serviços disponíveis hoje operam de forma limitada, seja em alcance, seja em acervo, devido às complicadas restrições geográficas e/ou de direitos autorais que as gravadoras impõem. A Internet, que surgiu como uma rede global que encurta distâncias, ainda se vê recheada de abismos quando o assunto é música legalizada.
Existem, basicamente, duas possibilidades para o hipotético Facebook Música. A primeira seria firmar acordos diretos com gravadoras ou mesmo serviços de streaming, utilizar a infraestrutura já consolidada desses players e criar um front-end, uma interface padronizada. A título comparativo, fazer com música o que fez com vídeo chamada, via tecnologia do Skype.
Essa abordagem tem a vantagem de ser mais fácil para os usuários e de se integrar mais profundamente com o ecossistema da rede. Recomendações, “curtidas” e outros elementos básicos do Facebook seriam explorados para fortalecer organicamente o recurso — que poderia, inclusive, ser cobrado após um período experimental, via Facebook Credits.
A outra possibilidade clona o funcionamento dos jogos no Facebook. Via APIs e outros recursos, o site forneceria a desenvolvedores as ferramentas para integrarem seus serviços à rede, cada um cobrando e lucrando por si mesmo. Isso significa que assinantes do Spotify, Rdio, Pandora, Sonora, Zune Pass e tantos outros serviços de streaming teriam um aplicativo correspondente no Facebook, mas diferente do que rola hoje, eles poderiam efetivamente ouvir as músicas dentro do Facebook. Nessa brincadeira, o site ficaria com uma porcentagem das negociações que ocorrerem dentro dos seus domínios.

Música no Facebook: próximo passo rumo à dominação?
Nos dois cenários muita negociação nos bastidores será precisa, o que não é nenhum empecilho para Mark Zuckerberg, diga-se de passagem.
Música na nuvem é o presente e o futuro
O mercado encontrou nos serviços de streaming, enfim, um modelo interessante para gravadoras e usuários. Mediante mensalidade, dá para curtir música ilimitada sem possui-las, ou seja, hoje, em vez de comprar MP3, você compra o direito de acessar o catálogo inteiro durante a vigência da assinatura. O mesmo vem acontecendo com filmes (Netflix, por exemplo) e, em breve, será mais popular nos games, graças a serviços como OnLive.
Ainda não estamos no auge dessa nova modalidade de consumo de música, mas o processo começou. O momento é de expansão, como a chegada do Spotify aos Estados Unidos, mês retrasado, mostrou. O Facebook Música, se nascer mesmo no próximo dia 22 (e tudo indica que irá), será lançado no momento mais propício para abocanhar usuários e dar lucro a artistas, gravadoras e o próprio Facebook.
Com informações do ZDnet, The Next Web. Foto: Fe Ilya/Flickr.


Será que pega um Facebook Music? Com tantos serviços de streaming de áudio por aí, na maioria com sincronização com o Facebook e tal, qual seria a vantagem de um Facebook Music [para nós]?
Poder ouvir as músicas dentro do Facebook, compartilhar com amigos… Enfim, tem algumas (poucas) vantagens, mas tem sim — eu mesmo ficarei muito feliz se rolar conexão entre Facebook e Spotify
[]‘s!
Realmente seria bacana ouvir diretamente do Facebook, compartilhar e tudo mais, além do mais, é uma aba a menos de outro serviço no browser hahahahah.